top of page
Janete Suely olhos olhos abertos olhando em frente coberta em terra.

biografia

Janete Suely é uma artista plural cuja obra atravessa fronteiras entre arte, corpo, palavra, objeto e experiência.

 

O seu trabalho nasce da escuta profunda do mundo interior da mulher contemporânea e ancestral:  a Mulher enquanto alma forte e sensível, memória viva e força criadora.​

 

Cresceu em Angola, onde a criação começava no chão, de pés descalços a explorar a natureza.

Modelava o barro apenas com água e as mãos. Brincava entre mulheres vestidas com capulanas, envolta em cores, ritmos e gestos ancestrais.

Os sentidos foram as suas grandes ferramentas, e fazia da simplicidade a matéria-prima para a imaginação.

 

A natureza era ateliê, o quotidiano era ferramenta, e a magia de criar a partir do nada nunca se esgotava.

Essa experiência fundadora permanece hoje no centro da sua prática: criar com o que há, enaltecendo a cor, o corpo e a emoção como substrato vivo das suas memórias.

A sua prática artística manifesta-se em múltiplos formatos: pintura, aguarela, oráculos, cadernos, vestuário, ateliers e encontros presenciais.

Independentemente da forma, o propósito mantém-se constante: enaltecer a mulher na sua inteireza, complexidade e verdade, sem idealizações nem performance.

​Na obra de Janete, a arte não é decorativa nem distante.
É relacional, íntima e consciente.

Cada criação, seja uma pintura canalizada, um objeto de escrita, uma peça de tecido ou um espaço de encontro, funciona como convite à presença, à escuta e à reconexão com o essencial.

O gesto artístico surge como ritual contemporâneo: simples, profundo e vivo.​

pano pintado com laranja e verde e pincéis por cima
Janete Suely olhos olhos abertos olhando em frente coberta em terra.

imaginar mundos alternativos

Desde pequena, reunia outras crianças para imaginar mundos alternativos, realidades mais amplas do que aquelas que lhes eram dadas. Criava para as adultas que desejavam tornar-se.

 

Hoje, continua a fazer o mesmo: usa a sua arte para conduzir mulheres a imaginarem novas possibilidades com aquilo que já existe dentro delas, sem artefactos nem máscaras.

Mais do que criar objetos, Janete Suely cria espelhos. Espelhos onde a mulher pode reconhecer-se, expressar-se e habitar-se com mais verdade. A sua arte não impõe leituras nem respostas; abre caminhos, sustém processos e honra o tempo interno de cada uma.

Entre o silêncio e a palavra, entre o gesto e a escuta, Janete constrói uma obra que não procura explicar o feminino: procura vivê-lo. E é nessa vivência que a sua arte encontra força, relevância e permanência.

Trabalha frequentemente a partir do feminino simbólico e vivido, explorando temas como identidade, ancestralidade, emoção, ciclos, ferida e expansão.

 

O feminino que habita a sua obra não é homogéneo nem romantizado; é múltiplo, contraditório, sensível e potente.

 

Um feminino que sente, cria, descansa, celebra e se transforma.

bottom of page